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Precariedade e altos custos definem

situação dos estádios do Cariri em

2025

Por João Marcelo

O futebol no interior do Ceará enfrenta uma dura realidade: estádios com infraestrutura precária, altos custos para realização de jogos, promessas de reformas que não se concretizam e condições de trabalho desfavoráveis para profissionais da imprensa esportiva. No Crajubar, região que engloba as cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, essa situação se reflete de maneira contundente nos três principais estádios da região.

Mirandão e Inaldão, com mais de 40 anos de história, enfrentam limitações em suas infraestruturas. Ambos foram palcos de grandes jogos no passado, e hoje sofrem com a falta de reformas. As “gambiarras” emergenciais feitas para permitir a realização dos jogos se tornaram comuns, mas essas soluções temporárias nunca resolvem os problemas de maneira definitiva e, por muitas vezes, apenas pioram a percepção de abandono. Para alguns, a liberação desses estádios representa uma necessidade identitária para a população local, porém, como também destacam profissionais e torcedores, é apenas uma solução paliativa que adia o que deveria ser uma reforma estrutural mais aprofundada. 

Por outro lado, o Romeirão representa o que há de mais moderno em termos de infraestrutura esportiva no interior do Ceará e até mesmo do Brasil. Recentemente reformada, a arena passou a ser um símbolo de qualidade e eficiência, com instalações que atendem aos padrões exigidos para competições de maior porte. Entretanto, a modernização vem acompanhada de um problema complexo: os altos custos de manutenção, que colocam em xeque a viabilidade de seu uso contínuo em uma região onde clubes possuem menos recursos financeiros. Enquanto o estádio oferece uma estrutura de ponta, sua manutenção representa um desafio na busca para garantir que a Arena seja utilizada com a frequência e a rentabilidade desejadas.

Dessa forma, enquanto o Mirandão e o Inaldão tentam sobreviver com uma infraestrutura que remonta às décadas passadas, a Arena Romeirão se destaca não só pela modernidade, mas também pelos altos custos que ameaçam torná-la um “elefante branco”. O equilíbrio entre a urgência de se investir em infraestrutura e as limitações financeiras da região é um dos maiores desafios enfrentados pelos gestores locais. 

 

A seguir, você confere uma reportagem detalhada sobre a situação atual, em 2025, destes três estádios. O leitor é livre para escolher qualquer ordem de leitura entre os três estádios da reportagem. Entretanto, para uma melhor compreensão cronológica acerca de eventos acontecidos no decorrer da produção, como a liberação de laudos e a reunião entre dirigentes dos clubes com o Governo do Estado do Ceará, o autor recomenda a ordem Mirandão - Romeirão - Inaldão.

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Reportagem produzida em abril de 2025 na disciplina Laboratório de Jornalismo Digital do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA).

Texto e material multimídia: João Marcelo

​Orientação: Ivan Satuf

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